Sunday, December 16, 2007

Filmes da minha vida

Sendo um amante assumido e orgulhoso de cinema, aceitei o desafio da Lena de falar sobre os 5 filmes que mudaram estranhamente a minha vida (aviso: impossível colocar metade das razões para cada um dos filmes, por isso terão de os ver quem ainda não os viu para os compreender na totalidade. :)

AMERICAN BEAUTY

Vi este filme depois de ter começado a assistir ao Six Feet Under com regularidade, quando ao anunciar a série na RTP 2 faziam referência a "Alan Ball, o argumentista premiado de American Beauty". Desde aí este filme tornou-se uma experiência diferente cada vez que o vejo. Sugere-me uma nova interpretação de cada vez que começam os créditos finais. Nada neste filme é por acaso, nenhuma deixa foi escrita sem intenção, nenhuma personagem nos deixa indiferente. Desde a subtil transformação e afirmação de Jane até à exposição da nudez física e fragilidade mental de Angela, passando por pormenores deliciosos de humor ácido e cortante, bem ao estilo que Ball me tinha habituado em Six Feet Under. Uma obra prima que me ensinou a acreditar que a felicidade passava por muito menos do que esperava.

Personal favorite.

THE MIGHTY


Lembro-me perfeitamente de ter 10 anos, de estar no Arrábida Shopping com os meus primos, e de termos decidido ver este filme. Foi um dos poucos filmes que vi, que me marcaram, mas não voltei a rever. Estranhamente, não seria um filme que iria gostar particularmente se o tivesse visto ontem, mas sem dúvida que mudou estranhamente a minha vida quando tinha aquela idade. Fala-nos sobre o verdadeiro sentido de amizade, de sacrifícios, da valorização do pouco que temos como sendo suficiente. Para um miúdo aspirante a romântico, sonhador e defensor da ingenuidade como eu (na altura... e um pouco agora, tembém), tudo fez sentido naquele filme.

Ensinou-me que o fogo-de-artifício não era mais do que um conjunto de metais a reagir com a água (cena revelada pela foto); ou seja, o velho "nem tudo o que parece é" ficou ali bem presente.

ETERNAL SUNSHINE OF THE SPOTLESS MIND


Há filmes que, talvez por estarmos um pouco mais tristes ou sós no momento em que os vemos, conseguimos absorver de uma forma tão fascinante que ficamos com a sensação de termos sido atingidos por um relâmpago. É muito difícil para mim falar deste filme. "O essencial é invisível para os olhos", mas interessa reter que o essencial é mesmo a resolução de que não há relações perfeitas, e que nunca poderá haver. Este filme deu-me a permissão consciente para não acreditar que quando algo corre mal, está condenado a deixar de existir (e isto, incrivelmente, aplica-se a demasiadas relações que cada um de nós mantém, sejam elas de que tipo forem). Ensinou-me a encontrar mais do que uma mão cheia de soluções para cada obstáculo colocado à minha frente a partir daí.

Ensinou-me a nunca mais ter "receio" de olhar alguém nos olhos durante uma viagem de comboio, porque o máximo que podia acontecer era esse olhar não ser retribuído. And that's ok.

ADAPTATION



Mais uma vez, o génio de Charlie Kauffman no seu melhor. Sem dúvida que o mais delicioso neste filme é o sem-número de pequenas coisas aqui frisadas que teimamos em ignonar no nosso dia-a-dia. O que me ensinou/relembrou? Que ter um objectivo, um purpose, é aquilo que nos mantém alertas e dispostos a considerar hipóteses e enfrentá-las como pequenos grandes desafios, e sobretudo, relembrar-nos que somos nós que controlamos a nossa própria vida, e o partido que tiramos dela. Poderemos não ser caçadores de orquídeas, nem argumentistas emocionalmente disfuncionais, mas muito menos até, ou até mais... quem sabe!

O importante é dar-nos a liberdade de irmos à procura desse objectivo, ou de todos os objectivos a que nos propomos, e nunca esquecer que não há problema se não os atingimos, porque no mínimo podemos sempre traçar outros novos.

LE FABULEUX DESTIN D'AMELIE POULAIN


Por todas as razões já citadas nos outros blogs ("Cliquem!" na barra do lado direito), é impossível ficar indiferente à magnífica obra do senhor Jeunet.

Deixo-vos apenas a foto (acima) e a frase:

"Sans toi, les émotions d'aujourd'hui ne seraient que la peau morte des émotions d'autrefois"

Sunday, December 9, 2007

Pequena lista

Lista de pequenas coisas que não suporto:

- Rebentar balões (obrigado Markl e Ana Bola por partilharem da minha 'balonofobia');
- Palhaços (medo, muito medo deles);
- Artrópodes com mais de 6 patas e mais de 1,5 cm de comprimento (e castanhos e brilhantes então.............. bem, não preciso de dizer mais nada);
- Que me acordem quando estou a 5 seg. de adormecer (desperta em mim impulsos homicidas)
- Aranhas com pêlos e com mais de 1 cm de diâmetro (as pequeninas não me fazem espécie);
- Que me chamem Ricky Boy (grrrrr... mas controlo-me bem);
- As aulas de Epidemiologia (no comment);
- A Tice;
- Preconceito.

Porque não é só falar do que se gosta... Agora, nada de gracinhas...!

:P

Saturday, December 1, 2007

A child's memory







E o meu preferido desde quando tinha 4 anos:



Tenho de confessar: vieram-me as lagrimas aos olhos :')

Wednesday, November 21, 2007

My little brother


"- Did you know. . . I hardly remembered you.
- Hardly remembered?
- I mean. . . I mean it's always the same. Each time I see you, you happen to me allover again."

(The Age of Innocence)

Respect

Algumas regras que tens cumprir se queres ser respeitado pelos teus fellow players no Clube de Ténis de Coimbra:

- Conseguir bater uma bola ao longo na passada;
- Chegar em sprint a uma bola e fazer um contra-amorti;
- Melhorar a tua ténica de lob de maneira a fazer um belo chapéu ao adversário;
- Ter uma pancada de direita ou de esquerda aperfeiçoada de modo a que seja temida;
- Possuir um grito ao bater a bola de modo a que ecoe e provoque intimidação;
- E claro... Cerrar o punho e olhar de lado quando se ganha um ponto bem disputado.

Se consegues tudo isto... estás safo. Serás cumprimentado na aula a seguir por todos. Serás objecto de gossip tal como "aquele gajo sabe mesmo jogar", "de certeza que já treina há mais de 5 anos".

O problema é se no fundo fazes qualquer uma destas coisas mas ninguém repara. Ou mesmo que até crie um certo borborinho, um "wooooo" de admiração de vez em quando, mas que no fim não significa nada porque não consegues manter um rendimento estável apenas porque na semana seguinte estás mais cansado ou a raquete te está a escorregar das mãos a cada golpe. É como sentir que todo um trabalho de meses te pode estar a escapar... mas o que interessa é se consegues voltar a jogar da maneira como jogavas, e fazer todas as acrobacias que até podes ter feito por acidente. And that's it.

Life is all about respect. But once you get it, the hardest thing is to keep it. The slightest mistake can put you away.... It shouldn't be like this.

But guess what? It this. So fucking deal with it.

Tuesday, October 16, 2007

Carpe diem

"Don't tell me not to fly
I've simply got to
If someone takes a spill
It's me and not you
Don't bring around a cloud to rain on my parade


Don't tell me not to live
Just sit and putter
Life's candy and the sun is a ball of butter
Who told you you're allowed to rain on my parade?

I'm gonna march my band out
I'll beat my drum
And if I'm fanned out
Your turn at bat, sir
Hey at least I didn't fake it, hat, sir
So what? I didn't make it!!"

Bobby Daryn


Nunca antes uma letra de uma canção fez tanto sentido.
Não num sentido piroso, nem parolo, nem tonto, nem aluado, nem palhaço,
nem estúpido, nem noutra qualquer palavra que possa ter tradução para italiano,
como ontem decidimos tentar adivinhar num jantar com pasta à mistura.

La dolce vita, e tutto che la circonda, è tutto per me.
E mi ripartirò sempre con voi, sempre :)

Wednesday, September 12, 2007

Over the Rainbow


Somewhere over the rainbow
Way up high
There's a land that I heard of
Once in a lullaby

Somewhere over the rainbow
Skies are blue
And the dreams that you dare to dream
Really do come true

Some day I'll wish upon a star
And wake up where the clouds are far behind me
Where troubles melt like lemondrops
Away above the chimney tops
That's where you'll find me

Somewhere over the rainbow
Bluebirds fly
Birds fly over the rainbow
Why then, oh why can't I?
Some day I'll wish upon a star
And wake up where the clouds are far behind me
Where troubles melt like lemondrops
Away above the chimney tops
That's where you'll find me

Somewhere over the rainbow
Bluebirds fly
Birds fly over the rainbow
Why then, oh why can't I?

If happy little bluebirds fly
Beyond the rainbow
Why, oh why can't I?


Judy Garland