Sunday, January 6, 2008

A verdadeira "Inconvenient Truth"

Após uma viagem acidental ao Youtube, para ver alguns vídeos relacionados com o "ataque" do 11 de Setembro 2001 (motivado por uma cena de um episódio de Brothers & Sisters), dei por mim a ver um género de documentário, dividido em 19 partes, que um utilizador colocou no site, chamado 9/11 Coincidences.
É do conhecimento geral que havia, desde há algum tempo, um borborinho a correr sobre a qualidade dos acontecimentos daquela manhã em Nova Iorque: ataque ou... algo planeado? É normal que a maior parte das pessoas continua a acreditar que foram extremistas da Al-Qaeda, uns suicidas desvairados, que conduziram aviões Boeing comerciais contra as torres do World Trade Center (WTC). Ora, o que a maior parte das pessoas (incluindo eu) não sabe são os factos (e que factos!), porque não convém que sejam divulgados.

Factos tais como o edifício 7 do WTC ter sido demolido no mesmo dia que as os WTC 1 e 2, sem evidenciar sinais de risco de desabamento, e mais flagrante ainda: a demolição ocorreu como tendo sido programada durante meses, pela maneira como implodiu. Então porque foi o WTC 7 demolido? Este edifício continha um largo arquivo que possuía imensos documentos sobre fraudes, burlas, registos de eventos que aconteciam no complexo do WTC (tais como registos de câmaras de vigilância, projectos de segurança e outras alterações que tinham directa ou indirectamente a ver com todo o funcionamento do complexo). Porque terá sido demolido então...?
Ou então o facto de a Al-Qaeda ter sido criada pela CIA nos anos 80 (sim, é verdade), e que esta mesma organização financiou os talibãs de modo a poderem "restabelecer a ordem no Afeganistão". Um pouco irónico, não acham...?
Ou então o furor sobre a construção de uma rede de tubos que deviam conduzir o petróleo através do Afeganistão, reinvidicada pelos EUA, mas que os afegãos não autorizaram que fosse construído. Teoricamente essa rede de tubos tinham como objectivo afastar o mais possível as fontes de petróleo da grande potência vizinha: a China, que na altura se ameaçava tornar na maior potência global. Porque é que isto nunca passou cá para fora...?

Podia continuar aqui a noite toda, pois há ainda mais, muito mais factos que apoiam a teoria de que os acontecimentos do 11 de Setembro foram um "inside job". Para mim, como sabe quem me conhece, que nunca fui um grande activista em nenhum movimento político e normalmente nunca estou muito dentro dos assuntos relacionados com os Governos, sem dúvida que isso mudou a partir de hoje. É de bradar aos céus como é possível terem acontecido atrocidades como esta mesmo debaixo dos nossos narizes, e pior! ninguém parece preocupado em fazer alguma coisa por isso! Revolta-me, enjoa-me, e entristece-me, que estejamos todos tão adormecidos (como eu estava) em relação ao modo como valores tornados triviais como a confiança nos que estão no topo (que nunca foi muita) pode desvanecer-se tal como o pó do cimento que constituía aquelas torres. Mas onde é que vamos parar? Porquê isto tudo....?

A resposta é bem simples: dinheiro (triste, mas verdade).

Aqui fica o link para a primeira parte do documentário. Quando arranjarem um tempo livre, podem (e têm de) ver os restantes 18 vídeos na barra dos "Related Videos".


Friday, January 4, 2008

"Do you ever feel out of place?
Like somehow you just don't belong
And no one understands you.

Are you desperate to find something more,
Before your life is over?
Are you sick of everyone around,
With their big fake smiles and stupid lies?"

Simple Plan

Tuesday, December 25, 2007

Red flags! Red flags!

How happy is the blameless vestal's lot!
The world forgetting, by the world forgot.
Eternal sunshine of the spotless mind!
Each prayer accepted, and each wish resigned.

Alexander Pope


The worst thing that can happen to anyone... is forgettin'.
Get over it, cry, scream, curse, deviate, get back together... learn from it.

But don't forget. Otherwise you won't be able to grow up.

Sunday, December 16, 2007

Filmes da minha vida

Sendo um amante assumido e orgulhoso de cinema, aceitei o desafio da Lena de falar sobre os 5 filmes que mudaram estranhamente a minha vida (aviso: impossível colocar metade das razões para cada um dos filmes, por isso terão de os ver quem ainda não os viu para os compreender na totalidade. :)

AMERICAN BEAUTY

Vi este filme depois de ter começado a assistir ao Six Feet Under com regularidade, quando ao anunciar a série na RTP 2 faziam referência a "Alan Ball, o argumentista premiado de American Beauty". Desde aí este filme tornou-se uma experiência diferente cada vez que o vejo. Sugere-me uma nova interpretação de cada vez que começam os créditos finais. Nada neste filme é por acaso, nenhuma deixa foi escrita sem intenção, nenhuma personagem nos deixa indiferente. Desde a subtil transformação e afirmação de Jane até à exposição da nudez física e fragilidade mental de Angela, passando por pormenores deliciosos de humor ácido e cortante, bem ao estilo que Ball me tinha habituado em Six Feet Under. Uma obra prima que me ensinou a acreditar que a felicidade passava por muito menos do que esperava.

Personal favorite.

THE MIGHTY


Lembro-me perfeitamente de ter 10 anos, de estar no Arrábida Shopping com os meus primos, e de termos decidido ver este filme. Foi um dos poucos filmes que vi, que me marcaram, mas não voltei a rever. Estranhamente, não seria um filme que iria gostar particularmente se o tivesse visto ontem, mas sem dúvida que mudou estranhamente a minha vida quando tinha aquela idade. Fala-nos sobre o verdadeiro sentido de amizade, de sacrifícios, da valorização do pouco que temos como sendo suficiente. Para um miúdo aspirante a romântico, sonhador e defensor da ingenuidade como eu (na altura... e um pouco agora, tembém), tudo fez sentido naquele filme.

Ensinou-me que o fogo-de-artifício não era mais do que um conjunto de metais a reagir com a água (cena revelada pela foto); ou seja, o velho "nem tudo o que parece é" ficou ali bem presente.

ETERNAL SUNSHINE OF THE SPOTLESS MIND


Há filmes que, talvez por estarmos um pouco mais tristes ou sós no momento em que os vemos, conseguimos absorver de uma forma tão fascinante que ficamos com a sensação de termos sido atingidos por um relâmpago. É muito difícil para mim falar deste filme. "O essencial é invisível para os olhos", mas interessa reter que o essencial é mesmo a resolução de que não há relações perfeitas, e que nunca poderá haver. Este filme deu-me a permissão consciente para não acreditar que quando algo corre mal, está condenado a deixar de existir (e isto, incrivelmente, aplica-se a demasiadas relações que cada um de nós mantém, sejam elas de que tipo forem). Ensinou-me a encontrar mais do que uma mão cheia de soluções para cada obstáculo colocado à minha frente a partir daí.

Ensinou-me a nunca mais ter "receio" de olhar alguém nos olhos durante uma viagem de comboio, porque o máximo que podia acontecer era esse olhar não ser retribuído. And that's ok.

ADAPTATION



Mais uma vez, o génio de Charlie Kauffman no seu melhor. Sem dúvida que o mais delicioso neste filme é o sem-número de pequenas coisas aqui frisadas que teimamos em ignonar no nosso dia-a-dia. O que me ensinou/relembrou? Que ter um objectivo, um purpose, é aquilo que nos mantém alertas e dispostos a considerar hipóteses e enfrentá-las como pequenos grandes desafios, e sobretudo, relembrar-nos que somos nós que controlamos a nossa própria vida, e o partido que tiramos dela. Poderemos não ser caçadores de orquídeas, nem argumentistas emocionalmente disfuncionais, mas muito menos até, ou até mais... quem sabe!

O importante é dar-nos a liberdade de irmos à procura desse objectivo, ou de todos os objectivos a que nos propomos, e nunca esquecer que não há problema se não os atingimos, porque no mínimo podemos sempre traçar outros novos.

LE FABULEUX DESTIN D'AMELIE POULAIN


Por todas as razões já citadas nos outros blogs ("Cliquem!" na barra do lado direito), é impossível ficar indiferente à magnífica obra do senhor Jeunet.

Deixo-vos apenas a foto (acima) e a frase:

"Sans toi, les émotions d'aujourd'hui ne seraient que la peau morte des émotions d'autrefois"

Sunday, December 9, 2007

Pequena lista

Lista de pequenas coisas que não suporto:

- Rebentar balões (obrigado Markl e Ana Bola por partilharem da minha 'balonofobia');
- Palhaços (medo, muito medo deles);
- Artrópodes com mais de 6 patas e mais de 1,5 cm de comprimento (e castanhos e brilhantes então.............. bem, não preciso de dizer mais nada);
- Que me acordem quando estou a 5 seg. de adormecer (desperta em mim impulsos homicidas)
- Aranhas com pêlos e com mais de 1 cm de diâmetro (as pequeninas não me fazem espécie);
- Que me chamem Ricky Boy (grrrrr... mas controlo-me bem);
- As aulas de Epidemiologia (no comment);
- A Tice;
- Preconceito.

Porque não é só falar do que se gosta... Agora, nada de gracinhas...!

:P

Saturday, December 1, 2007

A child's memory







E o meu preferido desde quando tinha 4 anos:



Tenho de confessar: vieram-me as lagrimas aos olhos :')

Wednesday, November 21, 2007

My little brother


"- Did you know. . . I hardly remembered you.
- Hardly remembered?
- I mean. . . I mean it's always the same. Each time I see you, you happen to me allover again."

(The Age of Innocence)