Tuesday, May 20, 2008

Barcelona

Absorvi-te porque caminhei pelas tuas ruas vazias. E por aquelas cheias de gente.
Porque são as pessoas que fazem de ti a cidade que és, que me fez apaixonar outra vez.
Uma lufada de ar fresco, de novo o crepitar das emoções há muito adormecidas.
Também pelo catalão, bruto e antipático. Pelo castelhano suave da população sul-americana.

É disto tudo e muito, muito mais, que se faz a poesia que se ouve do alto de Montjuic, dos átrios dos museus, das ruas estreitas, das avenidas, do verde dos parques, das línguas que se ouvem na rua. E tudo isto só em 4 dias...

Rendi-me.

"Barcelona
It was the first time that we met
Barcelona
How can I forget
The moment that you stepped into the room
You took my breath away
Barcelona
La música vibró
Barcelona
Y ella nos unió
And if God willing we will meet again someday"

Friday, May 2, 2008

Coimbra


Talvez porque não é a primeira vez
Nem será a última.
Mas é o mesmo sentimento, a mesma paixão que me move.

São aqueles que há muito tempo não trajavam, e passam para cima e para baixo, na rua.
Talvez seja o calor tímido de Maio, o espírito inaudível, invisível mas tão entranhado... O orgulho de ser estudante de Coimbra.

Apenas a velha máxima se aplica aqui: só o sente quem cá está.
As lágrimas dos que partem, os sorrisos tímidos do que vestem o traje pela primeira vez.
Que saudades de vestir o traje pela primeira vez...

Uma multidão sem precedentes, o respeito pela tradição... A saudade...
O amor por esta academia, que uma vez por ano nos relembra da sorte que temos.

Adoro-te Coimbra... e odeio-te por isso.

Tuesday, April 29, 2008

"I never thought that I would be in a relationship, at all. I thought I didn't have what it takes, that no one could possibly love me enough to stick around. But he did. For 23 years we shared our bodies, our hearts... our souls.

It wasn't always easy, it wasn't always fun... but it was always worth it."

in Six Feet Under

Saturday, April 19, 2008

Uns chamam-me pessimista, outros idealista, outros até podem achar que sou hipócrita. Se sou realista, dizem que sou um pessimista que não o quer admitir.

Qual é o problema de querer ver o mundo como ele é e não como devia ser? Não vejo o mundo a preto e branco, procuro é outras virtudes, conceitos, destinos.

Não sei se este sufoco que vou sentindo um dia acaba por desaparecer. Quem sabe até se afinal sou alguém diferente?

Quero saber quem sou, e não consigo.

Sunday, March 23, 2008

A week to remember

Depois de uma semana de estágio no Berçário do Serviço de Neonatologia do Hospital de São Marcos, descobri que:

- Por motivos de segurança, o Berçário é guardado por portas vermelhas, daquelas que parecem as saídas de emergência dos centros comerciais, e que só se abrem digitando um código (malditas portas que me deixavam uma eternidade à espera de manhã, até que entrasse alguém que soubesse o código);

- Os Pediatras gostam imenso de usar diminutivos: "E já fez cocozinho? E xixizinho? Pega bem à maminha?";

- Os 3 IAC's (internos do ano comum) que começaram na segunda-feira sabiam quase tanto daquilo como eu (suportaram a minha teoria de que afinal não temos mesmo de saber Histologia nem as vias JAK-STAT para sermos médicos);

- Uma das internas, que se deve achar a maior desde que lhe deram um número na Ordem dos Médicos, irritava-me a ponto de me querer auto-mutilar;

- Há um pequeno "ódio de estimação" comum aos Pediatras pelas mães que fazem perguntas estúpidas: "Aquela ali 'tava preocupada porque não achava normal que o filho tenha começado a falar tão cedo";

- O 4º interno, o espanhol de Clínica Geral, que chegou na 3ª feira, tinha uma barriga gigante (se não fosse a barba podiam achar que estava ali no Berçário para lhe induzirem o trabalho de parto) e tinha o cabelo cheio de caspa. Era esquisito;

- Se proporcionam cenários caricatos: Na sala de partos, uma mulher, de pernas abertas, que tinha acabado de ter o segundo filho, era observada por 3 curiosos (incluindo eu) enquanto o Obstetra lhe suturava o local por onde o bebé tinha saído há 5 minutos;

- Logo que nascem os bebés parecem pequenas criaturas alienígenas cobertas por uma substância gelatinosa esbranquiçada, que não emitem qualquer som nem qualquer esboço de movimento, para se tornarem, no minuto seguinte, numa espécie de milagre da vida.


Balanço positivo, sem dúvida! :)

Tuesday, March 11, 2008

Pensamento do dia

"In order to be successful, one must project an image of success at all times."


in American Beauty

Saturday, March 1, 2008

Another discovery


"The flower said I wish i was a tree
The tree said I wish i could be

A different kind of tree

The cat wished that it was a bee
The turtle wished that it could fly

Really high into the sky

Over rooftops and then dive Deep into the sea


And in the sea there is a fish
A fish that has a secret wish

A wish to be a big cactus
With a pink flower on it

And the flower
Would be its offering
Of love to the desert
And the desert
So dry and lonely
That the creatures all

Appreciate the effort

And the rattlesnake said
I wish i had hands so

I could hug you like a man
And then the cactus said
Don't you understand

My skin is covered With sharp spikes
That'll stab you Like a thousand knives
A hug would be nice But hug my flower
With your eyes

And the flower Would be its offering
Of love to the desert
And the desert
So dry and lonely
That the creatures all
Appreciate the effort"

Antsy Pants